Dia exaustivo nas cachoeiras de Luang Prabang, perfeito capotar mais tarde no ônibus VIP em direção a Vang Vieng, Laos. Eu, Leanne e Max estávamos preocupados com a acomodação em Vang Vieng porque teoricamente chegaríamos na cidade as 3am... teoricamente
Ônibus VIP: poltrona dura com o mínimo espaço para as minhas pernas, um docinho e uma garrafa d'água. Eu imploro, alguém por favor explica o significado de VIP pra esse povo bonito!? Mas tudo nos conformes, o ônibus tinha como destino final a capital Vientiane mas desceríamos no meio do caminho, total de 7 horas de viagem
Partimos as 8pm e eu consegui dormir bem rápido, sem surpresas, mas fui acordado na primeira parada no meio do nada. Ao descer e olhar pra cima aquele céu metade cheio de estrelas e outra metade com nuvens esparsas. Encarando a maravilha do céu meio estrelado, uma estrela cadente me tirou um sorriso meio bobo e vou confessar a vocês o meu pedido: "Amém"
Depois da parada programada é hora de seguir caminho na curvas da estradinha entre as montanhas, creio que no trajeto inteiro o ônibus não passa de 60km/h e balança que é uma beleza
Exatamente as 1am uma parada brusca e a curiosidade toma conta dos passageiros acordados. O motorista encostou e desligou o motor, todos se perguntavam "outra parada?", do lado de fora um breu total, a não ser pelo céu dessa vez completamente preenchido de estrelas. O motorista não falava um "hi" em inglês e a dúvida continuava. Do lado de fora dava pra se ver uma fila de veículo encostados na pista e a curiosidade implorando para ir embora, mas ninguém tinha resposta alguma, o que nos restava era esperar
A espera durou a madrugada inteira entre suposições e deduções, concluímos que um acidente devia estar bloqueando a pista. Amanheceu e Max com toda sua bravura, coragem e gentileza foi andando até o ponto que estava tudo travado. Chegou com a notícia que deveríamos nos mover dali em diante com nossos próprios pés pois um caminhão comprido com uma carga das pesadas travou numa das curvas fechadas na beira de um pequeno penhasco, uma cagada das grandes, maior que as cagadas dos elefantes
Estávamos prestes a pegar nossas malas no ônibus e um mega-guindaste passou por nós. Primeiro pensei "bom, acho que em algumas horas tá tudo liberado" mas foi um ver o ocorrido com meus próprios olhos que eu mudei o pensamento para "nem f*dendo que vão liberar a pista essa semana!"
O guindaste não era grande o suficiente e deveria ir pelo outro lado para poder tentar alguma coisa. Das três uma: chamar um helicóptero forte o suficiente para levantar a carga; empurrar a carga ladeira abaixo; ou construir um puxadinho conectando os dois pontos. A última solução seria a mais bacana de todas, o caminhão ficaria ali para sempre como um monumento em homenagem a precariedade das estradas de Laos e uma lápide dizendo "Aqui jaz muita paciência"
Passamos a pé pelo ponto travado com nossas malas, pagamos e tomamos um novo velho ônibus do outro lado do ocorrido para continuar o caminho e depois de duas horas estávamos em Vang Vieng com doze horas de atraso. Eu, Leanne e Max estávamos exaustos porém felizes e animados, nós ainda tínhamos um ao outro e à outra e é isso o que importa
o.Ô'
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sexta-feira, 21 de dezembro de 2012
Kuang Si Falls
Minha despedida de Luang Prabang não podia deixar de ser fantástica, e foi mais que fantástica
No começo do dia montamos um grupo bacana de sete pessoas, todos com a mesma vibe, a mesma animação e principalmente a mesma intenção de conhecer as cachoeiras de Luang Prabang. Gosto de detalhar a composição dos grupos formados: Eu, Leanne, Max (o americano que conheci nas terras remotas de Koh Phi Phi ha um tempo atras), Kyle outro americano, Johnny de Wales (primeira vez que ouço falar desse lugar), Yudith a holandesa e Janis um alemão de Frankfurt todo animadão
Nos encontramos na sala comum do hostel Khamanny as 11am e fomos todos em busca do melhor transporte pra nos levar para as cachoeiras. As opções eram van ou tuk-tuk. Como estávamos num grupo relativamente grande, negociamos uma van pelo preço de um tuk-tuk e foi massa! O motorista era gente boa e no gatilho do som rolou uma playlist top da balada
A primeira parada foi a cachoeira menorzinha que para chegar nela, a travessia do rio se faz necessária e lá se vão mais um pouco de nossos kips. Águas azuis e congelantes, cascatinha aqui e acolá, até então nada impressionante a não ser pela diversidade de coisas a se fazer, desde passeio de elefante na piscina natural até um pouco de arvorismo e zip lining. Não gastamos muito tempo, foi foto-foto, tchibum-tchibum e bye-bye
Finalmente estávamos na direção da cachoeira das cachoeiras, o fino da natureza, um espetáculo das águas, a Kuang Si Falls! Minhas expectativas eram enormes de tanto ouvir falar maravilhas deste lugar e... sucesso! As expectativas eram grandes e foram todas atingidas com êxito. A cachoeira é fantástica, um deleite para amantes de belas paisagens como eu. Além disso é muito divertida com trilhas, cordas para se pendurar, pedras para pular e águas congelantes para nadar (atividade menos favorita devido ao termo "congelante"). Dia bom! Bastante lucrativo em termos de amizades e fotografias, sente o drama
Voltamos para hostel as 5pm pois eu, Leanne e Max iríamos tomar o ônibus noturno com direção a Vang Vieng, teoricamente um ônibus noturno seria o suficiente para recuperar as energias, só que não...
o.Ô'
No começo do dia montamos um grupo bacana de sete pessoas, todos com a mesma vibe, a mesma animação e principalmente a mesma intenção de conhecer as cachoeiras de Luang Prabang. Gosto de detalhar a composição dos grupos formados: Eu, Leanne, Max (o americano que conheci nas terras remotas de Koh Phi Phi ha um tempo atras), Kyle outro americano, Johnny de Wales (primeira vez que ouço falar desse lugar), Yudith a holandesa e Janis um alemão de Frankfurt todo animadão
Nos encontramos na sala comum do hostel Khamanny as 11am e fomos todos em busca do melhor transporte pra nos levar para as cachoeiras. As opções eram van ou tuk-tuk. Como estávamos num grupo relativamente grande, negociamos uma van pelo preço de um tuk-tuk e foi massa! O motorista era gente boa e no gatilho do som rolou uma playlist top da balada
A primeira parada foi a cachoeira menorzinha que para chegar nela, a travessia do rio se faz necessária e lá se vão mais um pouco de nossos kips. Águas azuis e congelantes, cascatinha aqui e acolá, até então nada impressionante a não ser pela diversidade de coisas a se fazer, desde passeio de elefante na piscina natural até um pouco de arvorismo e zip lining. Não gastamos muito tempo, foi foto-foto, tchibum-tchibum e bye-bye
Finalmente estávamos na direção da cachoeira das cachoeiras, o fino da natureza, um espetáculo das águas, a Kuang Si Falls! Minhas expectativas eram enormes de tanto ouvir falar maravilhas deste lugar e... sucesso! As expectativas eram grandes e foram todas atingidas com êxito. A cachoeira é fantástica, um deleite para amantes de belas paisagens como eu. Além disso é muito divertida com trilhas, cordas para se pendurar, pedras para pular e águas congelantes para nadar (atividade menos favorita devido ao termo "congelante"). Dia bom! Bastante lucrativo em termos de amizades e fotografias, sente o drama
Voltamos para hostel as 5pm pois eu, Leanne e Max iríamos tomar o ônibus noturno com direção a Vang Vieng, teoricamente um ônibus noturno seria o suficiente para recuperar as energias, só que não...
o.Ô'
terça-feira, 18 de dezembro de 2012
Relax em Luang Prabang
Ah, a tranquilidade. A foto explica exatamente o que eu estou sentindo nos últimos dias. Realizado, tranquilo, relaxado, feliz. Estou devendo essa pra Luang Prabang em Laos, a cidade é tão minúscula e pacata que me transferiu esse clima zen
Estou hospedado numa guest house e gosto das pessoas daqui. A wi-fi é bem ruim e graças a isso tenho mais tempo para estar aqui de fato, trocando idéias com os locais e viajantes, observando as lagartixas caçarem insetos voadores e até admirar a infinidade de estrelas que esse céu apresenta
o.Ô'
Slow Boat
Seis horas navegando pelo rio Mekong, uma parada em Pakbien para repousar, mais oito horas infurnado no barco e trajeto concluído! O que eu ganho com isso? Uma das coisas mais valiosas que não se compra e nem se vende: E X P E R I Ê N C I A
o.Ô'
Mekong Laranja
Durante todo o trajeto do slow boat pelo rio Mekong em Laos, nota-se a atividade intensa dos ribeirinhos pescadores sobrevivendo da riqueza que o rio lhes oferece
Crianças brincando na margem do rio são frequentes também, o que foi uma pena eu não poder fotografar porque eu estava no aperto do barco. Mas com alguns malabarismos consegui algumas fotos como por exemplo essa maravilha de céu laranja
o.Ô'
domingo, 16 de dezembro de 2012
A Cruzada
O rio Mekong foi a minha rota de Houay Xay até Luang Prabang em Laos. Transporte rápido, só que não, foram dois dias inteiros percorrendo as curvas do Mekong a bordo de um "slow boat" bem slow mesmo, uma viagem brutal de tão desconfortável
Deixo claro que foi uma experiência valiosíssima passar horas cruzando o rio mas não foi nada fácil. O barco foi totalmente preenchido (+/- 100 pessoas), o que apertou um pouca a situação, não deixando muito espaço livre para minhas manobras de extrema periculosidade, tipo esticar as pernas ou fotografar a paisagem
Nenhuma surpresa até agora, o que eu já esperava acontecer nessa jornada é que depois de algumas horas de tédio as pessoas são forçadas a fazer algo acontecer, o que de algum jeito as aproxima. Embarquei sozinho com meu livro "O Alquimista" e o iPod da Tata e no fim desembarquei com histórias incríveis de alguns dos aventureiros passageiros a bordo. Vou sumarizar algumas delas:
o.Ô'
Deixo claro que foi uma experiência valiosíssima passar horas cruzando o rio mas não foi nada fácil. O barco foi totalmente preenchido (+/- 100 pessoas), o que apertou um pouca a situação, não deixando muito espaço livre para minhas manobras de extrema periculosidade, tipo esticar as pernas ou fotografar a paisagem
Nenhuma surpresa até agora, o que eu já esperava acontecer nessa jornada é que depois de algumas horas de tédio as pessoas são forçadas a fazer algo acontecer, o que de algum jeito as aproxima. Embarquei sozinho com meu livro "O Alquimista" e o iPod da Tata e no fim desembarquei com histórias incríveis de alguns dos aventureiros passageiros a bordo. Vou sumarizar algumas delas:
- Sophie, uma jovem francesa de 75 anos está passando uma breve temporada em Laos simplesmente porque o clima é gostoso
- Steven, um australiano que adotou a simplicidade ao fazer as malas. Nada de calçados, toalhas, muitas cuecas e camisas, só carrega uma pequena mochila e na medida que precisa de algumas coisa (acho difícil) ele compra, "cartão de crédito não pesa", ele disse
- Um casal de canadenses baladeiros, cheios de tatuagens, não paravam de fumar e beber e escutar música alta. Gente boa mas muito barulhentos
- John, um inglês que estava triste em sua rotina diária e decidiu fazer uma viajem em busca de sua felicidade
- Tiffany, uma sábia australiana que nos ensinou a nos aproximar e criar relações com o povo local, dizendo que são pessoas como todos nós. Parece estúpido dizer isso mas as vezes não enxergamos aquilo que está bem na nossa frente
- O instrutor do barco também entrou no papo dizendo toda sua vasta experiência sobre seu país, mesmo com seu inglês básico, e todos curtiram juntos o momento de inspiração
o.Ô'
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