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terça-feira, 29 de janeiro de 2013
Batu Caves
Batu Caves é uma formação montanhosa que contém uma série de cavernas e templos hindus no distrito de Gombak, a 13km de Kuala Lumpur, Malásia. É o ponto focal do festival Thaipusam na Malásia, que foi celebrado no último domingo (27-jan), razão pela qual o lugar estava devastado na minha passagem pelo local dois dias depois do grande evento
Havia lixo por todos os cantos, lugar muito deteriorado, desagradável, deprimente, defecatório, decaído, decomposto, decrépito, deplorável e decepcionante. Durante a minha visita tentei ser o mais breve possível coletando imagens e informações tudo num fôlego só, depois disso fugi correndo dali
Me pergunto como um local sagrado para o hinduísmo e ao mesmo tempo um ponto turístico malaio pode ser tão mal cuidado assim!? Não faz o menor sentido pra mim. Estou começando a achar que os indianos tem uma característica peculiar de não possuir olfato, eles vivem em plena harmonia e não estão nem aí. Caso planejem visitar Batu Caves não esqueçam seu Bom-Ar e máscaras de oxigênio... ou melhor ainda um traje de mergulho, de astronauta ou anti-nuclear
Com uma força extra na memória consigo lembrar de outras coisas no passeio a não ser pelo pandemônio sanitário: escadaria, macacos, sol e estátua gigante dourada
o.Ô'
quarta-feira, 23 de janeiro de 2013
Jardins de Kuala Lumpur
Kuala Lumpur, a grande capital da Malásia é um exemplo em urbanização a ser seguido. Bem próximo da chinatown encontram-se os esplêndidos jardins. Digo os jardins porque a divisão é bem clara, alguns são gratuitos e outros são pagos, mas tenho certeza que a taxa de entrada é destinada à manutenção dos jardins, que são impecáveis. Um ônibus circular percorre todos os jardim e torna o deslocamento muito fácil
Estávamos eu e um americano/israelense gente boníssima com sua Canon EOS 60D, sendo assim o parça da fotografia do dia. Fomos primeiro Jardim das Orquídeas, um espetáculo de cores. Esse ficava numa posição privilegiada da cidade, com vista para KL Tower, Petronas e a grande bandeira da Malásia hasteada no Merdeka Square
Depois do Orchid Park passamos direto pelo Bird Park (40RM, estava fora do orçamento) e fomos ao Butterfly Park onde pagamos 20RM na entrada. Valeu cada centavo, eu recomendo. Uma tela de proteção sobre nossas cabeças não deixava que as borboletas fugissem e o lugar estava repleto delas, cada uma com sua leveza e estilo próprio, algumas delas pousando em nossos ombros, outras só observando, e outras aceitando o convite do vento para dançar. Afinal como diz a letra de O Teatro Mágico " [...] borboleta é uma flor que o vento tirou pra dançar [...]"
O mais curioso foi ver o atrevimento de um louva-deus tendo sua refeição tranquilamente em público no meio do parque das borboletas. Observe atentamente a foto, não é uma folha e uma asa de borboleta, é a natureza exercitando seu equilíbrio. Parque das Borboletas, mais conhecido como o paraíso dos louva-deuses
O dia foi muito produtivo meus caros, boa companhia e bom cenário, ainda sim contando os dias pra voltar pra casa... 7
o.Ô'
Mesquita Nacional
A religião mais praticada na Malásia é o Islamismo e nada mais justo que a cidade possuir uma mesquita gigante para seus fiéis muçulmanos praticarem sua fé. Na Mesquita Nacional da Malásia a visitação para turistas é livre e trajes apropriados são exigidos (oferecem uma manta gratuita na entrada aos desavisados). A construção possui uma área de 13 hectares e a torre possui 73 metros de altura, uma arquitetura belíssima
o.Ô'
sábado, 19 de janeiro de 2013
Isso é Kuala Lumpur
Kuala Lumpur, Malásia. Ainda estou formando minha opinião sobre essa grande cidade mas vou descrever brevemente minhas primeiras (péssimas) e segundas (ótimas) impressões. Saímos do frio do norte do Vietnã e chegamos no calor úmido da Malásia, pronto para voltar a usar meu uniforme: regata, shorts e chinelos
Primeiro o que vem em primeiro, ou seja, a primeira impressão. Pousamos no aeroporto internacional de Kuala Lumpur e foi pá-pum obter o visto de entrada no país de noventa dias, só estava nervoso pois ao despachar a mala em Hanoi a atendente me fez assinar um termo que dizia que eu estava ciente e arcaria com os custos caso a minha entrada seja negada na imigração malaia, uma maldita pulga atras da orelha devido a experiências passadas que ainda não foram superadas. Até eu receber o carimbo de entrada na Malásia eu estava realmente estressado, mas ela estava lá para me acalmar e isso me ajudou consideravelmente
Imigração ok, agora chega a hora de achar um cafofo. Como não era a primeira vez da Leanne em Kuala Lumpur fomos direto para o hostel que ela havia se hospedado anteriormente mas no caminho a primeira impressão foi ficando cada vez mais e mais forte, e não era coisa boa. Era noite e tivemos que pegar um ônibus até o centro da cidade e depois pegar o metrô até a Chinatown onde se encontra grande variedade de acomodação boa e barata
Sentimentos bons ou ruins são difíceis de serem explicados mas vou tentar. Sou muito observador e nessa viagem fiquei especialmente sensível a tudo o que acontece ao meu redor. Nós com as mochilas pesadas e tendo que andar pela cidade a noite, os habitantes locais (indianos e chineses na maioria) nos olhavam com um certo olhar de maldade e junto com ruas mal iluminadas, odores fortes, ratos, clima quente e úmido me fizeram detestar a cidade logo de cara, pela primeira vez em toda a viagem tive a sensação de que algo de ruim poderia acontecer
Chegamos no hostel são e salvos e o recepcionista nos recebeu com o entusiasmo de uma criança ao receber meias como presente de Natal. O cara era um morto e só de falar já me da sono. A única opção era um dormitório com 8 camas e lá deixamos nossas malas. Meu nível de apreciação foi caindo gradativamente pois o wi-fi estava fora do ar, o lugar não era tão limpo assim e também nem tão barato
Fomos nos alimentar logo na sequência e ela disse que ali perto havia um bom restaurante indiano bem barato. Fui conferir, eu estava faminto e as palavras "perto" e "barato" me animaram um pouco. Chegando no restaurante eu fiz meu prato no buffet e na primeira garfada a minha boca queimou com o excesso de pimenta, foi um desafio e tanto comer toda aquela comida apimentada no nível indiano e com um monte de ossos de galinha no meio do meu curry. E ainda a parte do comida barata era apenas para vegetarianos, eu paguei quase o dobro que ela pelos ossos na minha comida. Atenção ao nível de estresse subindo gradativamente
No caminho de volta para o hostel Leanne já estava preocupada com meu estado de espírito e pra ser sincero eu também. Passaríamos os nossos últimos dias juntos de viagem numa cidade onde eu não me sentia bem num modo geral. Conversamos bastante e no fim simplesmente decidimos dormir e ver se eu recuperava a minha alegria natural de enfrentar tudo e todos. Refletindo com meus botões eu entendi o que se passava, eu estava esperando algo de especial dessa cidade, mas nada de especial a cidade tinha a nos oferecer. Foi aí que eu percebi o quanto estúpido seria aguardar algo externo acontecer, eu tinha tudo o que precisava comigo, o meu universo estava completo
A primeira (péssima) impressão acabou na mesma noite, na manhã seguinte o sol varreu todo sentimento ruim e a cereja do bolo foi o beijo de bom dia que eu recebi na cama, o suficiente para despertar o verdadeiro eu, cheio de alegria e energia. E aqui começa o relato da segunda (incrível) impressão
Mochilas apostas para passar o dia inteiro andando pela cidade e lá fomos nós, o itinerário era visitar Chinatown, Central Market, Merdeka Square, Little Índia e terminar no Kuala Lumpur City Centre, as famosas torres Petronas e quem sabe assistir um filme de Bollywood no KLCC
Kuala Lumpur é definitivamente um destino que deve ser visitado. A cultura indiana e a economia chinesa movem a cidade e quem diria que esse mix funcionaria tão bem. Fiquei boquiaberto com as construções diversas e grandiosas uma ao lado da outra, são templos budistas, templos hindus, templos muçulmanos, prédios comerciais, shopping centers massivos e tudo em perfeita e confusa harmonia
Chegando no KLCC fomos à bilheteira do cinema e tivemos a sorte de poder assistir ao filme recém-lançado "Bad Boy - Alex Pandian". Duas horas de puro entretenimento dentro de uma sala de cinema. O filme conta a história desse cara que é bom de briga, herói nacional, bom dançarino, conquistador, cobiçado pelas mulheres, engraçado e foda. Alex Pandian é o cara! Antes que me perguntem qual o gênero do filme eu direi que é um pouco de tudo: musical, ação, romance, comédia... isso é bollywood! Nos divertimos demais no cinema e nos custou somente 12RM, ou US$4. Eu recomendo, foi divertidíssimo!
Ao sair do cinema já era noite e fomos do lado de fora do shopping para apreciar as torres Petronas com todos os seus holofotes, uma beleza criada pelo homem, entendo perfeitamente porque é o cartão postal de Kuala Lumpur. Nesse momento eu deixei escapar uma lágrima de pura felicidade que ela gentilmente limpou com sua blusa
Para encerrar as minhas primeiras e segundas impressões sobre Kuala Lumpur quero dizer que as vezes nos perdemos procurando a felicidade ao nosso redor e esquecemos de que a verdadeira felicidade é simples e está dentro de nós. Basta um raio de luz para acabar com a completa escuridão, iluminem
| E no meio de Kuala Lumpur uma bela cachoeira |
| Damas muçulmanas de vermelho |
| Cartaz do filme Bad Boy - Alex Pandian, um clássico de Bollywood |
| Little Índia, literalmente |
| Isso é Malásia |
o.Ô'
quinta-feira, 17 de janeiro de 2013
Mudaram as Estações
Mudaram as estações, nada mudou
Mas eu sei que alguma coisa aconteceu
Tá tudo assim tão diferente
Se lembra quando a gente chegou um dia a acreditar
Que tudo era pra sempre
Sem saber, que o pra sempre, sempre acaba
Mas nada vai conseguir mudar o que ficou
Quando penso em alguém só penso em você
E aí, então, estamos bem
Mesmo com tantos motivos
Pra deixar tudo como está
Nem desistir, nem tentar agora tanto faz
Estamos indo de volta pra casa
Por Enquanto - Cássia Eller
Viajei nessa música mas voltamos ao FOCO! Quem acompanha de verdade minhas histórias sabe o que se passa na minha cabeça mas o dever me chama, quero contar como eu fugi do frio
Ali estávamos em Hanoi, no Vietnã. Temperatura máxima de 15 graus C, tempo nublado o dia inteiro com garoa frequente. Eta clima de ressaca. O plano para os próximos três dias era visitar Sapa, os arrozais e o cenário montanhoso incrível dessa cidadezinha mais ao norte do Vietnã. Os rumores diziam que o frio e as nuvens baixas estavam arruinando todos os passeios para lá, o contribuiu em grande peso na decisão de voar para longe dali
Na lista dos possíveis destinos estavam Filipinas, Indonésia ou Malásia. Depois de idéias, propostas e contra-propostas, 10 longos minutos de discussão e a decisão: Kuala Lumpur, Malásia. Foi tudo muito rápido desde a decisão até chegar ao destino, sem nenhum estresse e nada absurdamente caro, voei por US$ 175. Em Kuala Lumpur é outra história, mas posso adiantar o quanto estou satisfeito em voltar a usar shorts, regata e chinelo
o.Ô'
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